Agora era fatal, que o faz de conta terminasse assim...
Lutei, lutei tanto para saber o que eu realmente sentia. Se era o faz de conta que fazia de nós rei, rainha e suas canções, ou se era eu, retirante, que no suor do meio-dia, olharia sempre o companheiro com olhos de ternura e amor.
Lutei cada dia para descobrir a razão de não largar essa terra fria e plácida pelo meu Recife encantado. A cada sorriso dele, eu corria pro sertão... A cada briga, eu me via sentada no trono, triste, sem minha vida em mãos.
Chorei e cantei por dias e noites. Pedi ao ponto luminoso que me mostrasse o caminho. Pedi ao meu coração para desvendar o mistério dos olhos azuis, que me dissesse se o amor existia, se tudo não era conto. Ou faz de conta.
Eu, nós dois e o pôr-do-sol, nós dois e os planos pro futuro.
Nunca obtive resposta alguma, talvez fosse da vida, talvez, se amor fosse, se amor se fosse, seria cheio das incertezas... Obrigada a andar sobre uma fina corda, sobre a imensidão de uma queda atrativa.
Agora era fatal, que o faz de conta começasse assim.
Eu louca, eu assim, num dia de sol, colhendo avelãs, vendo ele quase caindo, escorregando nas folhas caídas, a canina correndo feliz pelo campo. Medíocre como o castelo e os retirantes, em toda a sua glória e desgraça jamais poderiam ser. Ouvi a voz do meu coração pela toute primeira vez.
É, é ele sim. E não resta a menor das inquietudes.
E eu adoro ser a tua Maria, João.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
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Um comentário:
Adorei o texto. Boa sorte com o Joao!
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