Ai, meu Jeová, como diria Dani. Já havia esquecido deste blog, que sempre me foi tão caro. Lembrei ao ver o blog feito para a Inês, filha de uma amiga. Eu tenho blog! Para onde foram então todos esses pensamentos, ideias e impressões vividos nestes últimos meses sinon para cá?
Eu tenho um monte de coisas para contar. Mas o almoço tá me pedindo atenção, no forno. Por hora, vai o vídeo da minha canção preferida em francês.
http://www.youtube.com/watch?v=Dv8Sa-8ZRjg&feature=related
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
Do show
Hoje à noite, Flavien faz um showzinho. Ele me convidou para cantar 2 canções com ele. Fiquei bem feliz com o convite. Eu esperava que ele me convidasse, mas eu bem imagino que meus olhos brilharam quando ele me perguntou "Euh... ça te dit de chanter un ou deux morceaux avec moi ?". Ele já saiu de casa, p'ra passagem de som. Eu prefiro ficar um pouco mais, fazer companhia à canina, aproveitar meu último sábado de férias de pernas pro ar. Mas, antes de sair, a gente ensaiou as duas músicas.
A primeira se chama Dexter. Sim, fãs do seriado, o nome é em homenagem ao serial killer mais adorável do planeta. Eu ouvi a melodia, abri a primeira página do livro "Darkly dreaming Dexter" e comecei a cantar o que estava escrito:
"MOON. GLORIOUS MOON. FULL, FAT, REDDISH moon, the night as light as day, the moonlight flooding down across the land and bringing joy, joy, joy".
Flavien gostou da idéia, e enquanto eu cantava, abriu a página 12, e começou a recitar a passagem onde Dexter assassina um padre pedófilo. Booooh...!
Juro que a gente nunca é dessas coisas, de pseudo gótico enviado de Satã, mas Dexter é Dexter.
Gravamos a música, colocamos pra repetir, fui buscar duas velas no armário. A gente acende, senta, e fica olhando um para o outro, até a música acabar.
"Tu crois qu'ils vont bien aimer si on fait ça ce soir ?"
"Ouais, ils vont adorer, fais mon confiance."
Não faço a menor idéia se os espectadores vão gostar dessa coisa meio louca que a gente inventou 7 horas antes do show. Eu até acho que o povo vai olhar pra gente com uma cara de "hein?". Mas eu quero é história pra contar pros meus netos.
Eu gosto muito de cantar com Flavien, com o jeito tímido dele no palco, a tremedeira nas pernas, a falta de coragem de encarar o público. Toda a grandeza de Flavien in concert vem dessa honestidade de menino dele.
Kataplismik feat. Bezzoli
Hoje à noite, em Rennes, no Elaboratoire. Ninguém que vem aqui vai poder ir ao show, bem sei. Mas eu escrevo assim mesmo, por princípio.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Holiday

Ano novo, vida nova?
Todo mundo tem aquela de acreditar que os bons ventos do ano novo vão soprar fortemente em nossas vidas. Será que sopram mesmo?
Aqui, desde a virada do ano, só tem soprado vento forte, vento frio. Em 4 anos, nunca tive tanto frio, na rua. Passeio o cachorro bem rápido; ela já entendeu. Um xixizinho aqui, um popozinho acolá, antes que eu perca a paciência com meus óculos embaçados e volte pra casa, necessidades não satisfeitas.
Pela primeira vez, em 4 anos, decidi pintar as unhas dos pés, colocar meias e calçar pantufas. Comecei a acreditar que um chá bem quente com limão e mel protege a garganta. Nem passei horas tentando achar um caderno estilo brasileiro, com linhas. Comprei daqueles com quadradinhos mesmo. Não vejo a hora de xingar o despertador, todo dia de manhã.
Pela primeira vez, em 4 anos, levando uma vidinha normal, depois de uma rompida bem normal, sem rituais, acordei pensando que a brisa quente do ano novo vai soprar, sim. Adeus, ano velho. Feliz ano novo. Que algumas boas coisas se realizem no ano que vai chegar. Que outras fiquem pra trás, mostrando que a vida é perfeita. Bem muito dinheiro no bolso, que eu tou com saudade da minha mãe. Saúde pra dar, vender e emprestar. Estou me sentindo cada vez mais chez moi dentro de mim.
sábado, 29 de setembro de 2007
E o meu grupo musical...
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Maria e João.
Agora era fatal, que o faz de conta terminasse assim...
Lutei, lutei tanto para saber o que eu realmente sentia. Se era o faz de conta que fazia de nós rei, rainha e suas canções, ou se era eu, retirante, que no suor do meio-dia, olharia sempre o companheiro com olhos de ternura e amor.
Lutei cada dia para descobrir a razão de não largar essa terra fria e plácida pelo meu Recife encantado. A cada sorriso dele, eu corria pro sertão... A cada briga, eu me via sentada no trono, triste, sem minha vida em mãos.
Chorei e cantei por dias e noites. Pedi ao ponto luminoso que me mostrasse o caminho. Pedi ao meu coração para desvendar o mistério dos olhos azuis, que me dissesse se o amor existia, se tudo não era conto. Ou faz de conta.
Eu, nós dois e o pôr-do-sol, nós dois e os planos pro futuro.
Nunca obtive resposta alguma, talvez fosse da vida, talvez, se amor fosse, se amor se fosse, seria cheio das incertezas... Obrigada a andar sobre uma fina corda, sobre a imensidão de uma queda atrativa.
Agora era fatal, que o faz de conta começasse assim.
Eu louca, eu assim, num dia de sol, colhendo avelãs, vendo ele quase caindo, escorregando nas folhas caídas, a canina correndo feliz pelo campo. Medíocre como o castelo e os retirantes, em toda a sua glória e desgraça jamais poderiam ser. Ouvi a voz do meu coração pela toute primeira vez.
É, é ele sim. E não resta a menor das inquietudes.
E eu adoro ser a tua Maria, João.
Lutei, lutei tanto para saber o que eu realmente sentia. Se era o faz de conta que fazia de nós rei, rainha e suas canções, ou se era eu, retirante, que no suor do meio-dia, olharia sempre o companheiro com olhos de ternura e amor.
Lutei cada dia para descobrir a razão de não largar essa terra fria e plácida pelo meu Recife encantado. A cada sorriso dele, eu corria pro sertão... A cada briga, eu me via sentada no trono, triste, sem minha vida em mãos.
Chorei e cantei por dias e noites. Pedi ao ponto luminoso que me mostrasse o caminho. Pedi ao meu coração para desvendar o mistério dos olhos azuis, que me dissesse se o amor existia, se tudo não era conto. Ou faz de conta.
Eu, nós dois e o pôr-do-sol, nós dois e os planos pro futuro.
Nunca obtive resposta alguma, talvez fosse da vida, talvez, se amor fosse, se amor se fosse, seria cheio das incertezas... Obrigada a andar sobre uma fina corda, sobre a imensidão de uma queda atrativa.
Agora era fatal, que o faz de conta começasse assim.
Eu louca, eu assim, num dia de sol, colhendo avelãs, vendo ele quase caindo, escorregando nas folhas caídas, a canina correndo feliz pelo campo. Medíocre como o castelo e os retirantes, em toda a sua glória e desgraça jamais poderiam ser. Ouvi a voz do meu coração pela toute primeira vez.
É, é ele sim. E não resta a menor das inquietudes.
E eu adoro ser a tua Maria, João.
João e Maria.
Tanta coisa vai se desenhando pelos meus dias...Uma vontade louca de ser pragmática, lenta, sorridente, contraditória. Uma vontade louca de contar para todo mundo as mil e uma facetas recentemente descobertas no meu ser. A vontade de sumir no mundo, de cair em mim, de cair no meu amor, de deixar a vida fazer de mim o que bem quiser. Vontade de fazer, fazer, por mim mesma, por minha conta, sem mais questões, arrumar o quarto, arrumar a vida, escrever na agenda.
Tanta coisa que eu não disse.
Chegou a hora.
Tanta coisa que eu não disse.
Chegou a hora.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
E o sonho...

Sonhei com um mar violeta hoje. Cheio de peixinhos multicoloridos, com orelhas, para que os sorrisos sejam então de orelha a orelha. E eles sorriam. E nesse mar, coloquei todos os meus sonhos num barquinho, e o barquinho navegou, navegou, até chegar à ilha da alegria. E nessa ilha, todos se instruíam e se ajudavam, cantavam felizes, partilhavam tudo o que podiam e fechavam os olhos diante do calor do Sol, sentindo a presença de Deus em cada partícula de vida.
Que bom seria se o despertador não fizesse o meu barquinho voltar voando pro mundo dos vivos.
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